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Stop Motion: obras de William Shakespeare

O que é Stop Motion?
Stop Motion (que poderia ser traduzido como “movimento parado”) é uma técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias diferentes de um mesmo objeto inanimado para simular o seu movimento. Estas fotografias são chamadas de quadros e normalmente são tiradas de um mesmo ponto, com o objeto sofrendo uma leve mudança de lugar, afinal é isso que dá a ideia de movimento.

O que é Pixilation?
Pixilation é uma técnica de stop motion, na qual atores vivos se tornam personagens de uma animação. A mecânica é simples: esses atores posam para uma câmera que captura sua imagem, depois se movimentam e outro instante é capturado. Feito isso, basta colocar as imagens em sequência e pronto, tudo ganha vida. O nome dessa técnica vem do inglês “pixilate” que significa “enfeitiçar”, nada tem a ver com o famoso pixel.
Queridos alunos seguem alguns links e adaptações em Stop Motion Shakespeare

Clique nos links abaixo para ver outras obras:



"Sentir contornos", uma mostra de arte para cegos.

Exposição na Alemanha traz obras de arte que podem ser reconhecidas por deficientes visuais. Diferentes materiais e formas são o segredo para aguçar a percepção dos cegos.
Cegos raramente podem apreciar obras de arte
Tocar os contornos, apalpar os relevos, sentir o calor de um material. A arte para o tato faz parte da mostra permanente da Sala de Exposições da Central de Fomento à Profissão em Halle, leste da Alemanha. A excepcional exposição é fruto do trabalho de uma ano da instituição, a única responsável pela profissionalização de cegos e portadores de deficiências visuais no país.
"Eu nem imagino o que seja arte abstrata, mas gosto muito de pinturas antigas e esculturas", afirma Michael Kortz, que desde criança tem catarata e hoje, aos 49 anos, é totalmente cego. Limitado pela sua deficiência visual, o serralheiro não entende muito de arte, mas reconhece a sua importância: "Quem não se interessa por arte tem uma parte vazia dentro de si".
Sentir contornos explora materiais, formas, cores e tamanhos. A exposição conta com uma planta em alto-relevo, que serve como base de orientação para os visitantes. Cada ambiente está representado com a forma de um animal, que corresponde ao desenho da maçaneta da porta de acesso ao local. O prédio principal da Sala de Exposições, por exemplo, aparece em forma de um grande peixe, que os cegos reconhecem ao tocar a maçaneta da porta de entrada com o respectivo desenho. Esta planta estilizada planta do prédio foi produzida pela artista Jorinde Jentsch.
A mostra também traz esculturas em formato grande. No total, 17 artistas produziram esculturas em bronze. Bruno Raetsch reproduziu um Rei sentado em bronze, um Pégaso em ferro e uma Atenas em madeira. Já Philipp Fritsche, apostou nas cores para estimular a percepção dos visitantes. Ele criou esculturas em aço pintadas em azul, vermelho, laranja e verde. Alguns deficientes visuais têm sensibilidade a tons luminosos e conseguem, portanto, visualizar as obras parcialmente.

A percepção da arte pelos cegos

Segundo Michael Kortz, o segredo da arte para os cegos está na matéria-prima dos trabalhos. Pessoalmente, ele prefere as obras feitas de metal, pedra e plástico. No entanto, relembra que para a produção de quadros em alto-relevo, a madeira é mais indicada, pois "sempre transmite mais calor".
Para ele, as diferentes superfícies, variando entre macio, duro, grosso, fino, despertam fortes sentimentos. Dessa forma, Kortz considera as formas e materiais decisivos para que um cego defina se uma obra é "bonita ou artisticamente excitante".
Futuramente, os cegos poderão não só se valer do tato para conhecer a arte. Um estudante alemão tem um projeto para criar obras que possam ser percebidas pelo olfato. Se o projeto se concretizar, todos os sentidos humanos serão solicitados frente a uma obra artística.
Matéria retirada parcialmente do site DW.DE. Disponível em:<http://www.dw.de/sentir-contornos-uma-mostra-de-arte-para-cegos/a-445603>. Acesso em: 26 de out. de 2014.

O que é cegueira?


Ao delimitar qual nível de deficiência visual queria pesquisar, comecei a me questionar, o que é cegueira??

Segundo à Fundação Dorina Nowill é:
  • Quando há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
Segundo à  Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual
  • Acontece quando há pequena capacidade de enxergar ou perda total da visão. As pessoas cegas podem utilizar os outros sentidos para sua aprendizagem e desenvolvimento, o Sistema Braille para ler e escrever e, também, auxílios de informática. Os sentidos do tato, da audição, do olfato e do paladar assimilam as informações procedentes dos estímulos externos, que ao serem integradas, possibilitam a percepção, análise e compreensão do ambiente.
Agora o Instituto Benjamin Constant, explica detalhadamente:
  • A delimitação do grupamento de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão.

    Em 1966 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou 66 diferentes definições de cegueira, utilizadas para fins estatísticos em diversos países. Para simplificar o assunto, um grupo de estudos sobre a Prevenção da Cegueira da OMS, em 1972, propôs normas para a definição de cegueira e para uniformizar as anotações dos valores de acuidade visual com finalidades estatísticas.

    De um trabalho conjunto entre a American Academy of Ophthalmology e o Conselho Internacional de Oftalmologia, vieram extensas definições, conceitos e comentários a respeito, transcritos no Relatório Oficial do IV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira (vol-1, págs. 427/433, Belo Horizonte, 1980). Na oportunidade foi introduzido, ao lado de 'cegueira', o termo 'visão subnormal' ('low vision', em língua inglesa).
    Diversamente do que poderíamos supor, o termo cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão residual. Ela não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, mas, isso sim, prejuízo dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

    Falamos em 'cegueira parcial' (também dita LEGAL ou PROFISSIONAL). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro; no segundo (projeção) o indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz.

    A cegueira total ou simplesmente AMAUROSE, pressupõe completa perda de visão. A visão é nula, isto é, nem a percepção luminosa está presente. No jargão oftalmológico, usa-se a expressão 'visão zero'.

    Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".

    Nesse contexto, caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.

    Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão subnormal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como portador de visão subnormal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.
A medicina classifica a cegueira no Classificação Internacional de DoençasCid-10 H54 - Cegueira e visão subnormal, com diversas nomenclaturas conforme o caso.


H54.0 Cegueira, ambos os olhos Classes de comprometimento visual 3, 4 e 5 em ambos os olhos
H54.1 Cegueira em um olho e visão subnormal em outro Classes de comprometimento visual 3, 4 e 5 em um olho, com categorias 1 ou 2 no outro olho
H54.2 Visão subnormal de ambos os olhos Classes de comprometimento visual 1 ou 2 em ambos os olhos
H54.3 Perda não qualificada da visão em ambos os olhos Classes de comprometimento visual 9 em ambos os olhos
H54.4 Cegueira em um olho Classes de comprometimento visual 3, 4 ou 5 em um olho [visão normal no outro olho]
H54.5 Visão subnormal em um olho Classes de comprometimento da visão 1 ou 2 em um olho [visão normal do outro olho]
H54.6 Perda não qualificada da visão em um olho Classe de comprometimento visual 9 em um olho [visão normal no outro olho]
H54.7 Perda não especificada da visão Classe de comprometimento visual 9 SOE 
 Fonte: 
O que é deficiência visual?. Disponível em: <http://www.fundacaodorina.org.br/deficiencia-visual/ >. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Deficiência Visual - Definições. Disponível em: <http://laramara.org.br/deficiencia-visual/definicoes>. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Departamento de Informática do SUS. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/h53_h54.htm>. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Instituto Benjamin Constant. Disponível em: <http://www.ibc.gov.br/?itemid=94>. Acesso em: 25 de out. de 2014.

Pesquisas realizadas


Nesta página, será disponibilizado links para acesso a artigos científicos produzidos sobre o assunto Arte e Inclusão, caso queira deixar sua contribuição é só postar nos comentários.

O blog não possui um lugar para armazenamento dos arquivos, por isso será disponibilizado links para acesso.

Obrigada


A Formação Da Imagem Mental E A Representação Gráfica De Alunos Cegos Precoces E Tardios.
Diele Fernanda Pedrozo de Morais 
http://www.tede.udesc.br/tde_arquivos/3/TDE-2012-03-06T132430Z-1018/Publico/Diele.pdf

O Ensino Do Desenho Para Crianças Cegas: Uma Pesquisa-Ação Junto À Escola De Educação Especial Professor Osny Macedo Saldanha
Diele Fernanda Pedrozo de Morais 
http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-206-TC.pdf

Arte Na Educação Especial 
Ione Rossi Ribeiro
http://www.nupea.fafcs.ufu.br/atividades/1-ERRAE-e-4-SRAEA/MESAS/1-ERRAE-e-4-SRAEA-MESA.pdf

A importância da arte na educação inclusiva
Emerson de Goes dos Santos
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-arte-na-educacao-inclusiva/112620/

Arte-Educação, Educação Especial E Inclusão Na Escola:A Práxis. 
Prof.Dra Neli Klix Freitas- UDESC
http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-114-TC.pdf

Nós Absoluto Ou O Paradoxo Entre Nós?
Rosilda Maria Sá Gonçalves de Medeiros
http://www.psicopatologiafundamental.org/uploads/files/v_congresso/mr_38_-_rosilda_maria_sa_goncalves_de_medeiros.pdf

A Luz E O Cego
Evgen Bavcar
http://dobrasvisuais.files.wordpress.com/2010/08/a-luz-e-o-cego.pdf

O Público Cego E O Campo Da Arte
Adriane Cristine Kirst
http://ciclo2009.files.wordpress.com/2009/11/adriane-cristine-kirst_o-pcb99blico-cego-e-o-campo-da-arte.pdf

Livros Completos

Cegueira: O que é, o que faz e como viver com ela.
Thomas J. Carrol
http://www.deficienciavisual.pt/txt-cegueira_o_que_e_o_que_faz_como_viver_com_ela.htm

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA: sugestões de actividades para alunos portadores de deficiência visual 
SAC
http://www.deficienciavisual.pt/txt-educacaoartistica.htm