Desenho e a criança cega
A criança desde a mais tenra idade se expressa através das diversas linguagens da arte como: quando dança, desenha, canta e teatraliza. E quando esta desenhando explora seu imaginário pessoal para expressar o que pensa e como pensa. Porque o desenho não é apenas copiar formas e figuras, mas o ato de desenhar é a tentativa de proximação da criança com o mundo. Para Derdyk (2010), o desenho é uma manifestação gráfica que não se restringe somente ao uso do lápis e papel, através de marcas gráficas (ponto, linha, textura e mancha), mas também é um risco no muro, uma impressão da mão numa superfície etc. Portanto, a minha pesquisa buscará compreender como a criança cega explora imaginários/imagens mentais através do da representação gráfica, e qual a importância dessas imagens para a criança.
Portanto, será nessa perspectiva que irei abordar sobre o desenho, e o nível de deficiência visual será a cegueira em ambos os olhos Cid-10 H54.0. E o que me surpreendeu até agora nas leituras, foi esse trecho de Amiralian (1997):
[...] a primeira preocupação com a cegueira foi a da medicina, que a percebia como uma consequência de doenças e buscava minimizar essa deficiência com o objetivo de tornar a pessoa normal novamente. Os médicos se interessavam sobre quanto uma pessoa com deficiência visual era capaz de ver, o que levou à definição de medidas para avaliar a capacidade visual. A medida mais usada, desde então, é a avaliação de duas funções oculares: acuidade visual - que consiste em discriminação de formas - e campo visual - relativo à capacidade de percepção da amplitude dos estímulos. A capacidade visual é avaliada por essas medidas, com todas as correções ópticas possíveis (óculos, lentes etc.).[...]
Após ler esse trecho de Amiralian (1997), conclui que na educação a discussão ainda é muito "nova", assim como as quebras de paradigmas no ensino da Arte.
Referências Bibliográficas
AMIRALIAN, M. L. T. M. Compreendendo o cego: uma visão psicanalítica da cegueira por meio de desenhos-estórias. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997
DERDYK, E. Formas de pensar o desenho – Desenvolvimento do grafismo infantil. 4 ed. Porto Alegre: Zouk, 2010.
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