Mostrando postagens com marcador Pintor cego. Mostrar todas as postagens

Documentário sobre as histórias de vida de fotógrafos cegos ao redor do mundo

Esse documentário é de arrepiar(literalmente), você já imaginou um fotografo cego? se não, através desse documentário realizado pela HBO verá diversos fotógrafos que conseguem se expressar pelas suas fotos. Ainda possui comentários de fotógrafos dizendo que é humanamente impossível, mas veremos através desse vídeo que nada é impossível, quando se ama o que faz. É interessante todo o equipamento em braile utilizado, efeitos de luz e sombra produzidos nas fotos. Vale a pena conferir. Esse documentário foi sugerido pela minha professora orientadora, muito obrigada.  



Filme Completo Vermelho como o céu 2006 (contém spoilers)


 Esse é Mirco Mencacci, um dos sonoplastas mais famosos da Itália, porém ele tem uma peculiaridade, é cego. No filme mostra que Mirco perdeu sua visão em um acidente doméstico, ainda quando criança. Por não poder mais enxergar, ele não é aceito na escola de ensino regular, portanto seus pais fazem um esforço para envia-lo à uma instituição  que trabalha de forma conservadora, com estes alunos. Mirco começa a se relacionar com outras crianças que já não enxergam a mais tempo, mas como sua cegueira é recente, Mirco é tido como rebelde pelo professor, pois ele não sabia ler braille e não sabia ainda como os cegos viviam. É um belo filme, que mostra que podemos fazer do limão azedo uma deliciosa limonada, além disso o filme também mostra a educação na perspectiva conservadora e não conservadora, e as linguagens da arte (teatro, música) que cada vez mais aproximam esses estudantes da educação especial com o mundo dos videntes (que enxergam). Sinopse de minha própria autoria.


Filme Completo no youtube:


Pintor cego há 25 anos tem obras que valem até R$ 200 mil

O britânico Sargy Mann trabalha como artista plástico há muitos anos.
Mas, diferentemente de seus colegas de profissão, ele não pode ver as próprias imagens que cria, já que é completamente cego há 25 anos. Na década de 1970, ele começou a desenvolver catarata. Mann então passou por várias cirurgias, e os problemas de visão foram aumentando até que ele ficou sem visão. Isso não o fez abandonar seu talento. Ele continuou pintando, criando métodos para ter pontos de referência na tela.
Hoje, as obras de Sargy são disputadas entre colecionadores e podem chegar a um quase R$ 200 mil.
Matéria da BBC.
Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/10/141024_artista_plastico_cego_fn>. Acesso em: 24 de out de 2014.

O que é cegueira?


Ao delimitar qual nível de deficiência visual queria pesquisar, comecei a me questionar, o que é cegueira??

Segundo à Fundação Dorina Nowill é:
  • Quando há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.
Segundo à  Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual
  • Acontece quando há pequena capacidade de enxergar ou perda total da visão. As pessoas cegas podem utilizar os outros sentidos para sua aprendizagem e desenvolvimento, o Sistema Braille para ler e escrever e, também, auxílios de informática. Os sentidos do tato, da audição, do olfato e do paladar assimilam as informações procedentes dos estímulos externos, que ao serem integradas, possibilitam a percepção, análise e compreensão do ambiente.
Agora o Instituto Benjamin Constant, explica detalhadamente:
  • A delimitação do grupamento de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão.

    Em 1966 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou 66 diferentes definições de cegueira, utilizadas para fins estatísticos em diversos países. Para simplificar o assunto, um grupo de estudos sobre a Prevenção da Cegueira da OMS, em 1972, propôs normas para a definição de cegueira e para uniformizar as anotações dos valores de acuidade visual com finalidades estatísticas.

    De um trabalho conjunto entre a American Academy of Ophthalmology e o Conselho Internacional de Oftalmologia, vieram extensas definições, conceitos e comentários a respeito, transcritos no Relatório Oficial do IV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira (vol-1, págs. 427/433, Belo Horizonte, 1980). Na oportunidade foi introduzido, ao lado de 'cegueira', o termo 'visão subnormal' ('low vision', em língua inglesa).
    Diversamente do que poderíamos supor, o termo cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão residual. Ela não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, mas, isso sim, prejuízo dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

    Falamos em 'cegueira parcial' (também dita LEGAL ou PROFISSIONAL). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro; no segundo (projeção) o indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz.

    A cegueira total ou simplesmente AMAUROSE, pressupõe completa perda de visão. A visão é nula, isto é, nem a percepção luminosa está presente. No jargão oftalmológico, usa-se a expressão 'visão zero'.

    Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".

    Nesse contexto, caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.

    Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão subnormal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como portador de visão subnormal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.
A medicina classifica a cegueira no Classificação Internacional de DoençasCid-10 H54 - Cegueira e visão subnormal, com diversas nomenclaturas conforme o caso.


H54.0 Cegueira, ambos os olhos Classes de comprometimento visual 3, 4 e 5 em ambos os olhos
H54.1 Cegueira em um olho e visão subnormal em outro Classes de comprometimento visual 3, 4 e 5 em um olho, com categorias 1 ou 2 no outro olho
H54.2 Visão subnormal de ambos os olhos Classes de comprometimento visual 1 ou 2 em ambos os olhos
H54.3 Perda não qualificada da visão em ambos os olhos Classes de comprometimento visual 9 em ambos os olhos
H54.4 Cegueira em um olho Classes de comprometimento visual 3, 4 ou 5 em um olho [visão normal no outro olho]
H54.5 Visão subnormal em um olho Classes de comprometimento da visão 1 ou 2 em um olho [visão normal do outro olho]
H54.6 Perda não qualificada da visão em um olho Classe de comprometimento visual 9 em um olho [visão normal no outro olho]
H54.7 Perda não especificada da visão Classe de comprometimento visual 9 SOE 
 Fonte: 
O que é deficiência visual?. Disponível em: <http://www.fundacaodorina.org.br/deficiencia-visual/ >. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Deficiência Visual - Definições. Disponível em: <http://laramara.org.br/deficiencia-visual/definicoes>. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Departamento de Informática do SUS. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/h53_h54.htm>. Acesso em: 25 de out. de 2014.
Instituto Benjamin Constant. Disponível em: <http://www.ibc.gov.br/?itemid=94>. Acesso em: 25 de out. de 2014.

Ensino do Desenho para crianças Cegas - Diele Fernanda





Esse vídeo é da Professora Diele do Instituto Paranaense de Cegos. Muito lindo seu trabalho.

Enviado em 18/08/2010, do Paraná.

Esref Armagan (artista cego)



O artista turco de 53 anos impressiona qualquer um com sua façanha. Ele é cego de nascença e pinta utilizando uma técnica considerada dificílima, a  perspectiva de três pontos. Conseguir pintar sem enxergar nada é algo extraordinário  até mesmo para a compreensão da comunidade científica mundial.
“Eu nasci cego e não sei o que significam luz, cores e formas. Comecei usando pregos para desenhar, depois lápis de cor. Gosto muito de pintar flores, peixes e pássaros. E nunca sei se o que desenhei ficou bonito ou feio até mostrar para alguém. E, quando gostam, eu sinto muita paz”, diz o artista.


Entrevista retirada na íntegra do Site Desenho Online. Disponível em: <http://www.desenhoonline.com/site/voce-sabia-que-existe-um-pintor-que-e-cego>. Acesso em: 24 out de 2014

Museus adaptados: Belas-artes para cegos




Logo na bilheteria, o cobrador solícito entrega o ingresso com inscrições em braile; ele oferece também o livreto, escrito da mesma maneira, que serve de guia para o passeio. Nesse ponto, a recepção no Museu de Belas-Artes de Nice, na França, e no Museu dos Cegos de Madri, na Espanha, é muito semelhante. Inaugurados no final do ano passado, ambos se dedicam ao público com deficiência visual. A diferença é que o museu espanhol exibe peças criadas especialmente para pessoas cegas, enquanto quem visitasse o museu de Nice, no mês passado, poderia observar o trabalho de dois dos maiores mestres da escultura mundial, os franceses Jules Carpeaux (1827-1875) e Auguste Rodin (1840-1917). Os dois locais, porém, misturam arte e tecnologia, para atender àquelas pessoas impossibilitadas de enxergar. 

Até a arquitetura do museu de Madri foi projetada no sentido de facilitar a visita dos deficientes visuais. Ali, eles dispõem de 40.000 livros em braile, 60.000 trilhas sonoras e 5.000 trabalhos de arte, que incluem, por exemplo, maquetes de edifícios históricos das cidades mais famosas do mundo. Para que os visitantes se orientem pelos corredores, os arquitetos colocaram materiais diferentes nos pisos das salas – assim, graças aos sons produzidos pelas passadas, os cegos podem saber se, por engano, estão entrando em um local já visitado. A iluminação ambiente e as cores das paredes foram escolhidas criteriosamente, no sentido de ajudar as pessoas com cegueira parcial. 
Entre as peças expostas mais curiosas estão miniaturas de monumentos, como a Estátua da Liberdade, símbolo máximo de Nova York, nos Estados Unidos. Há, ainda, um mapa da Espanha em alto-relevo, criado em 1879, com os nomes das cidades em braile. Entre as maquetes, destaca-se a cidade velha de Jerusalém, em Israel. Os visitantes passeiam com as mãos pelas pequenas ruas, recriadas em madeira. Quando a ponta do dedo para em algum local, uma gravação é acionada, informando onde ele se encontra naquele instante. Para completar a atmosfera, aparelhos especiais liberam odores típicos da cidade israelense. 

A construção de um museu como esse era uma antiga idéia da Organização Nacional dos Cegos da Espanha que, ao contrário de outras instituições do gênero, sobrevive à própria custa. Trata-se de uma das dez maiores empresas do país, que movimenta algo em torno de 3 bilhões de dólares anuais, controlando jornais e até a loteria madrilena. Já o Museu de Nice foi desenvolvido com a ajuda do governo francês. No início do ano passado, o Ministério da Educação e Cultura, da França, criou um concurso com o slogan “Crie um museu para cegos”. Venceu a Secretaria de Turismo de Nice. O maior investimento – em torno de 300.000 dólares – foi para a instalação de faixas eletromagnéticas nos corredores. 

Mal chega, o visitante do Museu de Nice recebe uma bengala especial, que é atraída pela faixa magnética. Quando deseja tocar em algum objeto e se afastar da faixa, a pessoa simplesmente desliga um interruptor. Ao liga-lo novamente, a bengala passa a captar um sonar. Assim, o ruído vai ficando mais forte, à medida que a pessoa se aproxima da faixa, para retomar a caminhada. Os franceses, no entanto, ainda não estão satisfeitos. O museu mantém convênio com laboratórios , para aperfeiçoar ainda mais suas instalações. Até o final do ano, as bengalas – que hoje pesam 280 gramas – devem ficar um quarto mais leves, graças à pesquisa de novos materiais. Os cientistas envolvidos com o museu também se preocupam em desenvolver luvas especiais, que não eliminam totalmente a sensação tátil, mas ajudam a proteger obras mais frágeis, que hoje em dia não podem ser tocadas pelos deficientes visuais, por motivos de segurança. 

A maioria dos museus franceses dá permissão a pessoas cegas que toquem esculturas maiores ou menos frágeis, que se encontram fora de redomas. Calcula-se que 1% dos franceses sejam deficientes visuais; a mesma porcentagem, aliás, de outros países avançados, como Estados Unidos e Japão. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a incidência de cegueira no Brasil parece ser ligeiramente maior, ficando por volta de 1,5%. Uma provável explicação para essa diferença é a falta de campanhas de prevenção. Em mulheres no início de gravidez, algumas doenças infecciosas podem provocar a cegueira do bebê. O problema seria evitado com a ajuda de vacinação adequada. Os deficientes visuais brasileiros também não recebem o mesmo apoio que vêm recebendo os europeus: não existem projetos de museus especializados para essa população. A única iniciativa semelhante que se tem notícia, segundo a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, é a do Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Ali, ao menos, já existem guias de visitantes, escritos em braile.

Entrevista retirada na íntegra do site da Revista Super Interessante. Disponível em: <http://super.abril.com.br/cultura/museus-adaptados-belas-artes-cegos-440824.shtml>. Acesso em: 23 de out. de 2014.