Filme Completo Cega Obsessão 1969

Comecei a lembrar de filmes que já assisti sobre artistas cegos e me lembrei deste. O filme Cega Obsessão (Môjû, 1969) foi um dos primeiros filmes japoneses que conheci através da Oficina que realizei sobre História do Cinema no Centro Cultural Baeta Neves em São Bernado do Campo em 2008, que por sorte, tive como professor o cineasta Alfredo Sternheim, uma pessoa que ama o cinema e fala com paixão sobre o assunto. E a partir daí que surgiu minha curiosidade por conhecer filmes fora do contexto comercial brasileiro, porque até então eu odiava filmes.
Em especial, esse filme me marcou por ser um escultor cego, que vive em uma realidade paralela de sentidos e sensações, sem contato com a sociedade, e além disso, ainda comete certas atrocidades com a ajuda da mãe... é bem absurda as situações, e por ser um filme de terror japonês, na minha opinião, não tem a característica de terror ocidental. Também é um filme pervertido, fetichista, mórbido e impactante. Portanto pode causar um choque se não estiver preparado para as situações de extrema obsessão do artista, por isso é bom procurar sites com spoilers e conhecer a história antes de assistir.

Este filme esta completo no Youtube, mas precisa configurar a legenda para Português.
Para maiores de 18 anos.
https://youtu.be/uJzVX_ReyA4




Professor cego leva alunos à exposição de Caravággio - Belo Horizonte - SP


Apesar da falta de políticas públicas para a inserção dos deficientes visuais na sociedade, a iniciativa de um professor faz a diferença. Ele levou os alunos para conhecer a beleza e a magia das obras de Caravággio em Belo Horizonte.

Publicado em 03/07/2012, em Belo Horizonte - MG

Projeto Ensina a Ver com as Mãos


Exposição pictórica para deficientes visuais - Ponta Grossa - PR

Um projeto pioneiro do Paraná na UEPG ( Universidade Estadual de Ponta Grossa- Pr), intitulado "Ver para crer, tocar para ver", com a participação de 12 artistas plásticos, do curso de Licenciatura em Artes Visuais, com objetivo de tornar a arte acessível a todos...

Enviado em 18/09/2009, Em Ponta Grossa - PR.

Palestrante e radialista cego Beto Pereira no Jornal Nacional - São Paulo - SP


Matéria acerca do Museu da pessoa com deficiênciada Secretaria do Estado de São Paulo da Pessoa com deficiência

Enviado em 13/03/2011, em São Paulo.

"Sentir contornos", uma mostra de arte para cegos.

Exposição na Alemanha traz obras de arte que podem ser reconhecidas por deficientes visuais. Diferentes materiais e formas são o segredo para aguçar a percepção dos cegos.
Cegos raramente podem apreciar obras de arte
Tocar os contornos, apalpar os relevos, sentir o calor de um material. A arte para o tato faz parte da mostra permanente da Sala de Exposições da Central de Fomento à Profissão em Halle, leste da Alemanha. A excepcional exposição é fruto do trabalho de uma ano da instituição, a única responsável pela profissionalização de cegos e portadores de deficiências visuais no país.
"Eu nem imagino o que seja arte abstrata, mas gosto muito de pinturas antigas e esculturas", afirma Michael Kortz, que desde criança tem catarata e hoje, aos 49 anos, é totalmente cego. Limitado pela sua deficiência visual, o serralheiro não entende muito de arte, mas reconhece a sua importância: "Quem não se interessa por arte tem uma parte vazia dentro de si".
Sentir contornos explora materiais, formas, cores e tamanhos. A exposição conta com uma planta em alto-relevo, que serve como base de orientação para os visitantes. Cada ambiente está representado com a forma de um animal, que corresponde ao desenho da maçaneta da porta de acesso ao local. O prédio principal da Sala de Exposições, por exemplo, aparece em forma de um grande peixe, que os cegos reconhecem ao tocar a maçaneta da porta de entrada com o respectivo desenho. Esta planta estilizada planta do prédio foi produzida pela artista Jorinde Jentsch.
A mostra também traz esculturas em formato grande. No total, 17 artistas produziram esculturas em bronze. Bruno Raetsch reproduziu um Rei sentado em bronze, um Pégaso em ferro e uma Atenas em madeira. Já Philipp Fritsche, apostou nas cores para estimular a percepção dos visitantes. Ele criou esculturas em aço pintadas em azul, vermelho, laranja e verde. Alguns deficientes visuais têm sensibilidade a tons luminosos e conseguem, portanto, visualizar as obras parcialmente.

A percepção da arte pelos cegos

Segundo Michael Kortz, o segredo da arte para os cegos está na matéria-prima dos trabalhos. Pessoalmente, ele prefere as obras feitas de metal, pedra e plástico. No entanto, relembra que para a produção de quadros em alto-relevo, a madeira é mais indicada, pois "sempre transmite mais calor".
Para ele, as diferentes superfícies, variando entre macio, duro, grosso, fino, despertam fortes sentimentos. Dessa forma, Kortz considera as formas e materiais decisivos para que um cego defina se uma obra é "bonita ou artisticamente excitante".
Futuramente, os cegos poderão não só se valer do tato para conhecer a arte. Um estudante alemão tem um projeto para criar obras que possam ser percebidas pelo olfato. Se o projeto se concretizar, todos os sentidos humanos serão solicitados frente a uma obra artística.
Matéria retirada parcialmente do site DW.DE. Disponível em:<http://www.dw.de/sentir-contornos-uma-mostra-de-arte-para-cegos/a-445603>. Acesso em: 26 de out. de 2014.