Plano Nacional de Cultura - Meta 14: 100 mil escolas públicas de Educação Básica desenvolvendo permanentemente atividades de arte e cultura

Oferecer atividades de arte e cultura em 100 mil escolas públicas de Ensino Básico em horário complementar ao turno escolar
As atividades de arte e cultura são elementos fundamentais para garantir a melhoria na qualidade do ensino nas escolas públicas. Além disso, as atividades optativas contribuem para ampliar a permanência dos alunos nas escolas e assim promover a educação em tempo integral. Essas atividades podem ser relacionadas a todas as áreas, tais como arte e cultura, esporte e lazer, meio ambiente e educação econômica, entre outras. A ampliação de atividades optativas nas escolas é também um dos objetivos do Ministério da Educação (MEC) para melhorar o processo educativo, ampliar o espaço da escola e unir novos atores, práticas e conhecimentos na vivência escolar.
O Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) tem como uma de suas metas oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de Educação Básica, por meio do programa Mais Educação. Esta meta trata de um trabalho conjunto do MinC e do MEC, nesse programa, para aumentar a oferta de atividades optativas de arte e cultura nas escolas. Trata-se da implantação do Programa Mais Cultura nas Escolas.
De 2006 a 2012, o programa Mais Educação do MEC abrangeu 32 mil escolas públicas. O MinC pretende acompanhar a implementação da educação integral nas escolas públicas, contemplando o total de 100 mil escolas que desenvolverão atividades culturais permanentes.

Como esta meta está sendo medida
Pelo número de escolas públicas de educação básica beneficiadas pelo Programa Mais Cultura nas Escolas.

Situação atual da meta
No primeiro trimestre de 2014, 5.000 escolas foram selecionadas pelo Programa Mais Cultura nas Escolas.

O que está sendo feito para alcançar esta meta

Em 2013,a Secretaria de Políticas Culturais lançou o Programa Mais Cultura nas Escolas. O programa consiste em iniciativa interministerial firmada entre os Ministérios da Cultura (MINC) e da Educação (MEC), que tem por finalidade fomentar ações que promovam o encontro entre o projeto pedagógico de escolas públicas contempladas com os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador e experiências culturais e artísticas em curso nas comunidades locais.
No primeiro trimestre de 2014, 5.000 escolas foram selecionadas pelo Programa Mais Cultura nas Escolas.

Fonte: http://pnc.culturadigital.br/metas/100-mil-escolas-publicas-de-educacao-basica-desenvolvendo-permanentemente-atividades-de-arte-e-cultura/

Plano Nacional de Cultura - Meta 13: 20 mil professores de Arte de escolas públicas com formação continuada

Proporcionar aperfeiçoamento profissional a 20 mil professores de Arte do Ensino Médio em escolas públicas
Desde quando se tornou obrigatória, em 1996, a disciplina de Arte tem aparecido cada vez mais nos currículos. No entanto, ainda há muito que fazer para elevar a qualidade do ensino dessa disciplina, principalmente por meio da formação continuada dos professores.
Mas o que é formação continuada do professor de Arte? É oferecer meios para que o professor possa aumentar seus conhecimentos pedagógicos e adquirir novos métodos e técnicas por meio de palestras, seminários, encontros, grupos de estudo, oficinas, cursos presenciais e à distância.
A formação continuada também aproxima o professor dos bens culturais e da criação cultural. São experiências que mantêm viva a curiosidade e a criatividade do professor para que ele possa levá-las para a sala de aula.
Os conteúdos da formação dos professores devem dar ênfase à cultura, às linguagens artísticas e ao patrimônio cultural. Deverão ser incluídos, também, os temas dos saberes e fazeres das expressões culturais populares ou tradicionais. Além disso, é muito importante aproveitar os recursos dos bens e instituições culturais das localidades dos professores, como museus, memoriais, arquivos, entre outros.

Como esta meta está sendo medida
Pelo número de professores de arte no ensino médio com licenciatura na área atendidos por programa de formação continuada de professores, a partir de 2011.

Situação atual da meta
Em 2013, a Secretaria de Políticas Culturais (SPC) realizou a Pesquisa-Ação “Plano Articulado para Cultura e Educação”. Para formação do coletivo investigador da pesquisa-ação, nas cinco regiões brasileiras, foram realizadas reuniões de mobilização, o que definiu a formação de uma rede composta por gestores estaduais e municipais, representantes de lideranças comunitárias, dentre outros atores do setor público e da sociedade civil. Durante todo o processo de construção da rede, foram sendo estabelecidos diálogos com as redes da Cultura e da Educação, notadamente do Programa Mais Educação. Ao longo do trabalho, iniciado em 2012, foram reunidos 1.664 atores, de 26 estados e 180 municípios, e participaram presencialmente da pesquisa representantes do setor público (63,8%) e da sociedade civil (36,2%). Entretanto, dentre esses atores pesquisados não foi possível mensurar quantos professores de arte participaram da pesquisa.

O que está sendo feito para alcançar esta meta
Em 2013, a Secretaria de Políticas Culturas firmou um termo de Cooperação com a Universidade de Brasília para obtenção de Estudos e pesquisas para integração dos saberes populares nas instituições de Ensino Formal.

Foi lançado o portal Cultura Educa (http://culturaeduca.cc). Ferramenta criada para facilitar o diálogo entre a escola e as instituições, iniciativas e pessoas de seu território por meio de tecnologias de mapeamento colaborativo.

Fonte: http://pnc.culturadigital.br/metas/20-mil-professores-de-arte-de-escolas-publicas-com-formacao-continuada/

Plano Nacional de Cultura - Meta 12: 100% das escolas públicas de Educação básica com a disciplina de Arte no currículo escolar regular com ênfase em cultura brasileira, linguagens artísticas e patrimônio cultural

Ter a disciplina de Arte em todas as escolas públicas do Ensino Básico

Desde 1996, a Arte é reconhecida, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), como disciplina integrante do currículo das escolas e não apenas como uma atividade educativa. No entanto, apesar de essa lei ter tornado obrigatória a disciplina de Arte, nem todas as escolas oferecem esse ensino aos seus alunos.
A disciplina de Arte deve atender às orientações do documento Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC). Deve também dar ênfase aos conteúdos de cultura brasileira, linguagens artísticas e patrimônio cultural, incluindo, entre outros temas, a história indígena, afro-brasileira e africana.

Como esta meta está sendo medida

Pelo número de escolas públicas de educação básica que ministram a disciplina de arte, em relação ao total de escolas presentes no país.

O que está sendo feito para alcançar esta meta
Em 2014, A Fundação Cultural Palmares lançou o projeto Palmares.Doc nas Escolas,que consiste na apresentação de forma lúdica da cultura afro-brasileira para crianças e adolescentes em idade escolar. A ideia é levar o debate em torno do cotidiano e das contribuições dos povos negros para a construção da sociedade brasileira. O principal objetivo do projeto é fortalecer a Lei 10.639/2003 oferecendo subsídios aos professores no ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, disse.
O seminário “Conexões: Educação, Cultura e Arte”, promovido em parceria pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj/MEC), o Ministério da Cultura (MinC) e o Mestrado em Educação, Cultura e Identidades (UFRPE/Fundaj) contribuiu para que as discussões sobre educação, arte e cultura resultem em políticas públicas que coloquem os Ministérios trabalhando em sintonia.
Ainda em 2014, a Secretaria de Políticas Culturais (SPC) foi parceira na realização do XII Fórum de Educação Popular (FREPOP) – IX Internacional que contou com 1200 participantes. Na ocasião, apresentamos duas oficinas sobre os programas Mais Cultura nas Escolas e Comunica Diversidade.
Também em parceria com a SPC, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizou em 2014, a 31ª edição da Conferência da Sociedade Internacional de Educação Musical (International Society for Music Education - ISME), maior evento mundial da área. O evento envolveu pesquisadores e profissionais atuantes em espaços formativos de promoção da capacidade musical em escolas e espaços informais ou alternativos.

Fonte: http://pnc.culturadigital.br/metas/100-das-escolas-publicas-de-educacao-basica-com-a-disciplina-de-arte-no-curriculo-escolar-regular-com-enfase-em-cultura-brasileira-12-linguagens-artisticas-e-patrimonio-cultural%E2%80%A8/

Museu do Prado para não videntes. “Hoy Toca el Prado”



O Museu do Prado desenvolveu uma pesquisa de imagens para texturalizar, dar volume e formas à obras de grandes artistas como Leonardo da Vince, Diego Velázquez etc. O resultado é impressionante, foram feitas réplicas, as quais é possível toca-las e sentir a tela com as mãos.

Segundo o Museu do Prado, esta é a primeira tentativa do museu na adaptação de seis obras para deficientes visuais, utilizando inovação e a tecnologia, as obras representam alguns dos gêneros expostos no Museu, e agora podem ser tocadas. Além disso, o projeto foi desenvolvido com a colaboração de profissionais com deficiência visual (o que ganha maior credibilidade na realização do trabalho, na minha opinião), e pretende perceber a realidade da pintura representada para recria-lá mentalmente e  alcançar uma percepção emocional da obra. A exposição também terá material didático com textos em braille e audioguias. Uma excelente iniciativa que deveria ser copiada pelos demais museus de todo o mundo.

As obras ficarão em exposição no Museu do Prado em Madrid até 28 de junho de 2015.

Obras expostas:

1. Noli me tangere, Correggio, Oleo sobre tabla, 130 x 103 cm, hacia 1525, Madrid, Museo Nacional del Prado

2. La fragua de Vulcano, Diego Velázquez, Oleo sobre lienzo, 223 x 290 cm, 1630, Madrid, Museo Nacional del Prado

3. El quitasol, Francisco de Goya, Oleo sobre lienzo, 105 x 152 cm, 1777, Madrid, Museo Nacional del Prado

4. La Gioconda, Leonardo da Vinci, Oleo sobre tabla, 76,3 x 57 cm, 1503 - 1519, Madrid, Museo Nacional del Prado

5. El caballero de la mano en el pecho, El Greco, Oleo sobre lienzo, 81,8 x 66,1 cm, Hacia 1580, Madrid, Museo Nacional del Prado

6. Bodegón con alcachofas, flores y recipientes de vidrio, Juan an der Hamen y León, Oleo sobre lienzo, 81 x 110 cm, 1627, Madrid, Museo Nacional del Prado

Vídeo sobre o trabalho colaborativo entre videntes e não videntes


Início de projeto de pesquisa sobre deficientes visuais no Japão.

Enfim, após mudança de Universidade e descobrir que ainda tenho mais 2 anos e meio de Universidade pela frente, para quem faltava 1 ano rss... Retorno ao blog, para mostrar um pouco do que estou passando neste momento, porque, ano que vem pretendo prestar o processo seletivo para o Treinamento de Professores no Japão.

Alguns dados encontrados até o momento...

Conforme o Manabu Gaido Bukko (2005), no Japão, os níveis de ensino são semelhantes ao que temos na Educação Básica no Brasil, e são dívididos em quatro categorias Pre-Escola (幼 稚 園 Youchien) Ensino Fundamental 1(小学校 shougakkou), Ensino Fundamental 2 (中 学 校 chuugakkou) e Ensino Médio(高等学校 koutougakkou).

Além disso, é realizado a educação de crianças com deficiência em escolas do Shougakkou e Chuugakkou com classes e salas de aulas especiais. Nesses locais, é oferecida uma educação individualizada para cada tipo de deficiência. Porém, nas escolas públicas do Shougakkou e Chuugakkou especiais para crianças e jovens com deficiência, a educação é gratuita.

Outra diferença, para o nosso sistema de ensino, é que as crianças e jovens com deficiência não aprendem uma segunda língua, porém no documento não deixa claro, se são todas as crianças com deficiência ou apenas as que possuem comprometimento intelectual. Segue o trecho do documento, "Nas escolas especiais para crianças com deficiência e em classes e salas de aulas especiais do Shogakko e Chugakko as aulas são em Língua Japonesa."

Agora em relação aos livros didáticos, no Shougakkou e Chuugakkou e nas escolas para crianças com deficiência são distribuídos gratuitamente para os alunos a cada novo ano letivo. Entretanto, no Kotogakkou e nas escolas para jovens com deficiência, os livros didáticos não são distribuídos gratuitamente pelo Estado (os livros didáticos destinados aos jovens com deficiência do Kotogakkou, porém, são pagos pelos governos provinciais). Havendo a necessidade de outros materiais didáticos exceto os livros, como materiais de auxílio e livros de referência na escola, devem ser pagos (pela família ou responsáveis pelo aluno*. Outra diferença para quem possui filhos em escolas públicas no Japão, mas pelo que esta explicando no guia, crianças e jovens com deficiência possuem livros próprios para sua aprendizagem, conforme sua deficiência.

Não conheço de perto o que realmente acontece, mas esta escrito assim, nesse Guia disponibilizado no site da embaixada do Japão no Brasil.

A princípio encontrei o livro do professor Hirokazu Shibata (芝田 裕一), que trabalha na Hyogo University of Teacher Education e publicou o livro 視覚障害児・者の理解と支援 (Compreensão e apoio de crianças com deficiência visual), ainda estou preparando meu nihongo para tentar ler este livro.






*Foi realizado alterações de termos do original, porque não concordo com certas terminologias .utilizadas.

Fonte:
Guia de Educação/ 学 ガ イド ブ ッ ク http://www.br.emb-japan.go.jp/pdf/guia_educacao.pdf (2005) (pt.br/jap)
Livro 視覚障害児・者の理解と支援[新版]: http://www.amazon.co.jp/dp/4762828858/ref=gno_cart_title_0?_encoding=UTF8&psc=1&smid=AN1VRQENFRJN5

Tecnologia Assistiva - Detector de cores

As tecnologias assistivas estão cada vez mais fazendo parte do cotidiano das pessoas que são privadas da visão (cegas), o Aparelho Identificador de Cores,  chamado Auire, criado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - USP, reconhece 50 variações de cores, e teve o intuito de fabricar aparelhos de baixo custo e com possibilidade de doações de aparelhos. Esse detector pode ser encontrado com o nome de Detector de Cores com Arduino, e possuí outras empresas que vendem também, porém não divulgam o valor no site.
Além desse recurso, existe também um aplicativo chamado Color ID (voz em inglês) para celulares e tablets, esta disponível para as plataformas iOS e Android, porém este aplicativo disponibiliza uma infinita gama de cores e pode gerar confusão. Pelo que pesquisei, por enquanto existem apenas essas duas alternativas,