Pesquisas realizadas


Nesta página, será disponibilizado links para acesso a artigos científicos produzidos sobre o assunto Arte e Inclusão, caso queira deixar sua contribuição é só postar nos comentários.

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Obrigada


A Formação Da Imagem Mental E A Representação Gráfica De Alunos Cegos Precoces E Tardios.
Diele Fernanda Pedrozo de Morais 
http://www.tede.udesc.br/tde_arquivos/3/TDE-2012-03-06T132430Z-1018/Publico/Diele.pdf

O Ensino Do Desenho Para Crianças Cegas: Uma Pesquisa-Ação Junto À Escola De Educação Especial Professor Osny Macedo Saldanha
Diele Fernanda Pedrozo de Morais 
http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-206-TC.pdf

Arte Na Educação Especial 
Ione Rossi Ribeiro
http://www.nupea.fafcs.ufu.br/atividades/1-ERRAE-e-4-SRAEA/MESAS/1-ERRAE-e-4-SRAEA-MESA.pdf

A importância da arte na educação inclusiva
Emerson de Goes dos Santos
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-arte-na-educacao-inclusiva/112620/

Arte-Educação, Educação Especial E Inclusão Na Escola:A Práxis. 
Prof.Dra Neli Klix Freitas- UDESC
http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-114-TC.pdf

Nós Absoluto Ou O Paradoxo Entre Nós?
Rosilda Maria Sá Gonçalves de Medeiros
http://www.psicopatologiafundamental.org/uploads/files/v_congresso/mr_38_-_rosilda_maria_sa_goncalves_de_medeiros.pdf

A Luz E O Cego
Evgen Bavcar
http://dobrasvisuais.files.wordpress.com/2010/08/a-luz-e-o-cego.pdf

O Público Cego E O Campo Da Arte
Adriane Cristine Kirst
http://ciclo2009.files.wordpress.com/2009/11/adriane-cristine-kirst_o-pcb99blico-cego-e-o-campo-da-arte.pdf

Livros Completos

Cegueira: O que é, o que faz e como viver com ela.
Thomas J. Carrol
http://www.deficienciavisual.pt/txt-cegueira_o_que_e_o_que_faz_como_viver_com_ela.htm

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA: sugestões de actividades para alunos portadores de deficiência visual 
SAC
http://www.deficienciavisual.pt/txt-educacaoartistica.htm

Legislação sobre Inclusão




Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.


Lei nº 13.036, de 18 de julho de 2000.
Altera o art. 3º da Lei nº 11.248, de 01 de outubro de 1992, que dispõe sobre o atendimento 
preferencial de gestantes, mães com crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência em 
estabelecimentos comerciais, de serviço e similares; e dá outras providências. 

Lei nº 13.234, de 6 de dezembro de 2001 
Dispõe sobre a obrigatoriedade dos hospitais possuírem macas dimensionadas para pessoas 
obesas, e dá outras providências. 

Lei nº 13.304, de 21 de janeiro de 2002.
Reconhece, no âmbito do Município de São Paulo, a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS - como 
língua de instrução e meio de comunicação objetiva e de uso corrente da comunidade surda, e 
dá outras providências. Regulamentada pelo Decreto 41.986/02.

Lei nº 13.307, de 23 de janeiro de 2002.
Dispõe sobre a obrigatoriedade dos supermercados e similares, localizados no município de São Paulo, de possuírem cadeiras de rodas acopladas a carrinhos de compras, e dá outras providências.

Lei nº 12.821, de 7 de abril de 1999. 
Dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos bancários com acesso único através de 
porta-giratória manterem acesso, em rampa, quando for o caso, para pessoas com deficiência 
física, que se locomovem em cadeira de rodas, e dá outras providências. Decreto 45.122/04 
consolida regulamentação.

Lei nº 12.975, de 22 de março de 2000.
Dispõe sobre a concessão de meia-entrada para maiores de 65 anos e pessoas com deficiência 
nos espetáculos culturais, artísticos e esportivos promovidos ou subsidiados pelo governo 
municipal ou órgão da administração indireta. 

Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004.
Estabelece normas complementares ao Plano Diretor Estratégico, institui os planos regionais estratégicos das Subprefeituras, dispõe sobre o parcelamento, disciplina e ordena o uso e ocupação do solo do município de São Paulo. Decreto 45.904/05 regulamenta artigo 6º da lei referente à padronização dos passeios públicos (Passeio Livre).

Lei nº 14.090, de 22 de novembro de 2005.
Autoriza a instalação, nas praças e parques municipais, de equipamentos especialmente 
desenvolvidos para crianças cadeirantes, nas condições que especifica.

Lei nº 14.198, de 01 de setembro de 2006.
Dispõe sobre a reserva de vagas em apartamentos térreos para idosos e pessoas com deficiência física nos conjuntos habitacionais populares e dá outras providências.

Lei nº 14.441, de 20 de junho de 2007.
Dispõe sobre a criação da Central de Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais - Libras 
e Guias-Intérpretes para Surdocegos, no âmbito do Município de São Paulo.

Lei nº 14.659, de 26 de dezembro de 2007.
Oficializa a criação da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida 
- SMPED. O Projeto de Lei nº 793/2007 do Executivo, que cria a Secretaria, foi aprovado pela 
Câmara Municipal de São Paulo em sessão do dia 20 de dezembro de 2007.

Lei nº 11.248, de 1º de outubro de 1992.
Dispõe sobre o atendimento preferencial de gestantes, mães com crianças de colo, idosos e 
deficientes em estabelecimentos comerciais, de serviço e similares, e dá outras providências. 
Regulamentada pelo Decreto 32.975/93. Lei 13.036/00 altera o artigo 3º da lei.

Lei nº 11.345, de 14 de abril de 1993.
Dispõe sobre a adequação das edificações a pessoas com deficiência, e dá outras providências. 
Regulamentação consolidada pelo Decreto 45.122/04.

Lei nº 11.424, de 30 de setembro de 1993.
Dispõe sobre o acesso de pessoas com deficiência física a cinemas, teatros e casas de espetáculos. 
Lei 12.815/99 altera o artigo 1º da lei. Decreto 45.122/04 consolida a regulamentação da lei. 

Lei nº 11.441, de 12 de novembro de 1993.
Dispõe sobre instalação ou adaptação de box com sanitários destinados aos usuários de cadeiras 
de rodas nas seguintes edificações: locais de reunião com mais de 100 (cem) pessoas; qualquer 
outro uso com mais de 60 (sessenta) pessoas. 

Lei nº 11.468, de 12 de janeiro de 1994.
Dispõe sobre a colocação de assento nas farmácias e drogarias, e dá outras providências. 
Regulamentada pelo Decreto 35.070/95

Lei nº 11.506, de 13 de abril de 1994.
Dispõe sobre a criação de vagas especiais para estacionamento de veículos dirigidos ou 
conduzindo pessoas com deficiência nas vias públicas municipais, e dá outras providências. 

Lei nº 11.987, de 16 de janeiro de 1996.
Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação nos parques do Município de São Paulo de, pelo 
menos, um brinquedo destinado para crianças com deficiência mental ou deficiência física, e 
dá outras providências. 

Ensino do Desenho para crianças Cegas - Diele Fernanda





Esse vídeo é da Professora Diele do Instituto Paranaense de Cegos. Muito lindo seu trabalho.

Enviado em 18/08/2010, do Paraná.

Esref Armagan (artista cego)



O artista turco de 53 anos impressiona qualquer um com sua façanha. Ele é cego de nascença e pinta utilizando uma técnica considerada dificílima, a  perspectiva de três pontos. Conseguir pintar sem enxergar nada é algo extraordinário  até mesmo para a compreensão da comunidade científica mundial.
“Eu nasci cego e não sei o que significam luz, cores e formas. Comecei usando pregos para desenhar, depois lápis de cor. Gosto muito de pintar flores, peixes e pássaros. E nunca sei se o que desenhei ficou bonito ou feio até mostrar para alguém. E, quando gostam, eu sinto muita paz”, diz o artista.


Entrevista retirada na íntegra do Site Desenho Online. Disponível em: <http://www.desenhoonline.com/site/voce-sabia-que-existe-um-pintor-que-e-cego>. Acesso em: 24 out de 2014

Museus adaptados: Belas-artes para cegos




Logo na bilheteria, o cobrador solícito entrega o ingresso com inscrições em braile; ele oferece também o livreto, escrito da mesma maneira, que serve de guia para o passeio. Nesse ponto, a recepção no Museu de Belas-Artes de Nice, na França, e no Museu dos Cegos de Madri, na Espanha, é muito semelhante. Inaugurados no final do ano passado, ambos se dedicam ao público com deficiência visual. A diferença é que o museu espanhol exibe peças criadas especialmente para pessoas cegas, enquanto quem visitasse o museu de Nice, no mês passado, poderia observar o trabalho de dois dos maiores mestres da escultura mundial, os franceses Jules Carpeaux (1827-1875) e Auguste Rodin (1840-1917). Os dois locais, porém, misturam arte e tecnologia, para atender àquelas pessoas impossibilitadas de enxergar. 

Até a arquitetura do museu de Madri foi projetada no sentido de facilitar a visita dos deficientes visuais. Ali, eles dispõem de 40.000 livros em braile, 60.000 trilhas sonoras e 5.000 trabalhos de arte, que incluem, por exemplo, maquetes de edifícios históricos das cidades mais famosas do mundo. Para que os visitantes se orientem pelos corredores, os arquitetos colocaram materiais diferentes nos pisos das salas – assim, graças aos sons produzidos pelas passadas, os cegos podem saber se, por engano, estão entrando em um local já visitado. A iluminação ambiente e as cores das paredes foram escolhidas criteriosamente, no sentido de ajudar as pessoas com cegueira parcial. 
Entre as peças expostas mais curiosas estão miniaturas de monumentos, como a Estátua da Liberdade, símbolo máximo de Nova York, nos Estados Unidos. Há, ainda, um mapa da Espanha em alto-relevo, criado em 1879, com os nomes das cidades em braile. Entre as maquetes, destaca-se a cidade velha de Jerusalém, em Israel. Os visitantes passeiam com as mãos pelas pequenas ruas, recriadas em madeira. Quando a ponta do dedo para em algum local, uma gravação é acionada, informando onde ele se encontra naquele instante. Para completar a atmosfera, aparelhos especiais liberam odores típicos da cidade israelense. 

A construção de um museu como esse era uma antiga idéia da Organização Nacional dos Cegos da Espanha que, ao contrário de outras instituições do gênero, sobrevive à própria custa. Trata-se de uma das dez maiores empresas do país, que movimenta algo em torno de 3 bilhões de dólares anuais, controlando jornais e até a loteria madrilena. Já o Museu de Nice foi desenvolvido com a ajuda do governo francês. No início do ano passado, o Ministério da Educação e Cultura, da França, criou um concurso com o slogan “Crie um museu para cegos”. Venceu a Secretaria de Turismo de Nice. O maior investimento – em torno de 300.000 dólares – foi para a instalação de faixas eletromagnéticas nos corredores. 

Mal chega, o visitante do Museu de Nice recebe uma bengala especial, que é atraída pela faixa magnética. Quando deseja tocar em algum objeto e se afastar da faixa, a pessoa simplesmente desliga um interruptor. Ao liga-lo novamente, a bengala passa a captar um sonar. Assim, o ruído vai ficando mais forte, à medida que a pessoa se aproxima da faixa, para retomar a caminhada. Os franceses, no entanto, ainda não estão satisfeitos. O museu mantém convênio com laboratórios , para aperfeiçoar ainda mais suas instalações. Até o final do ano, as bengalas – que hoje pesam 280 gramas – devem ficar um quarto mais leves, graças à pesquisa de novos materiais. Os cientistas envolvidos com o museu também se preocupam em desenvolver luvas especiais, que não eliminam totalmente a sensação tátil, mas ajudam a proteger obras mais frágeis, que hoje em dia não podem ser tocadas pelos deficientes visuais, por motivos de segurança. 

A maioria dos museus franceses dá permissão a pessoas cegas que toquem esculturas maiores ou menos frágeis, que se encontram fora de redomas. Calcula-se que 1% dos franceses sejam deficientes visuais; a mesma porcentagem, aliás, de outros países avançados, como Estados Unidos e Japão. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a incidência de cegueira no Brasil parece ser ligeiramente maior, ficando por volta de 1,5%. Uma provável explicação para essa diferença é a falta de campanhas de prevenção. Em mulheres no início de gravidez, algumas doenças infecciosas podem provocar a cegueira do bebê. O problema seria evitado com a ajuda de vacinação adequada. Os deficientes visuais brasileiros também não recebem o mesmo apoio que vêm recebendo os europeus: não existem projetos de museus especializados para essa população. A única iniciativa semelhante que se tem notícia, segundo a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, é a do Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Ali, ao menos, já existem guias de visitantes, escritos em braile.

Entrevista retirada na íntegra do site da Revista Super Interessante. Disponível em: <http://super.abril.com.br/cultura/museus-adaptados-belas-artes-cegos-440824.shtml>. Acesso em: 23 de out. de 2014.